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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Noivas, motos e uns óculos maneiros

Como todo o mundo está careca de saber, casamento não tem como dar certo mesmo. É uma instituição fadada ao desaparecimento e olha que eu passei bem perto não faz pouco tempo. Ou como diria alguém que não me lembro: “Antigamente os sacrifícios se faziam no altar, hoje o costume permanece.” Eu estou falando isso não pelos inúmeros casamentos que eu vi e vejo, mas sim porque se realmente fosse bom, não precisava de testemunhas.

Deixando de lugares comuns, vamos ao que interessa. Fui a Santos (Charlie Brown!!) enforcar o Alberto Roberto, um dos moradores da grande Diagonal que completa 10 anos este ano. É... o cara casou. Não conhecia ninguém, então fui com uns amigos de faculdade dele que moram em São Paulo. Uns caras muito bons e não coincidentemente engenheiros.

Estávamos nós, saindo do casamento do Alb. Rob. Lá pela meia noite... e eu (o GPS humano) devo ter indicado uma entrada errada ou algo assim... só o motorista estava são. O carona dormia que até babava e o outro vomitava pelo vidro traseiro direito. Quando de repente, ao passar por um cruzamento totalmente sem sinalização veio uma motoca e TUM!!! (Barulho da motoca batendo na porta do meu lado do carro, onde meu braço esquerdo pendia...) O cara da moto nem arranhar se arranhou, mas logo pegou o rádio, aqueles da propaganda na TV, e chamou seus “amigos”.

O lugar era tão feio e tão perdido no meio de Santos, que o medo maior foi ser assaltado, seqüestrado ou até ser chamado de atleticano. No meio da discussão pula um “mano” pra cima de mim dizendo que eu estava cheio de “marra” (seja lá o que for isso)! Na hora me deu uma vontade de partir pra cima de um X-Tudo cheio de maionese, porque a fome já batia, mas preferi tentar explicar que eu só queria saber se o motoqueiro tinha machucado. Chamamos a polícia que registrou o boletim de ocorrência, fomos embora sãos e salvos. Ninguém se machucou e ninguém foi chamado de atleticano, mas bem que eu pensei em dizer pro motoqueiro quando ele reclamava de estar acabando de sair do trabalho quando tudo aconteceu: “Quem mandou não estudar?!”

Ah é... os óculos maneiros:






domingo, 23 de maio de 2010

Várias variáveis

Domingo... to tentando achar ânimo pra postar. Acho que não tenho. Foda-se! A minha maior aventura foi transgredir os 10 mandamentos... aqueles que o Moisés trouxe... do monte Sinai... e num sei o que. Depois de uma semana beleza, vieram as pragas... fumo (que é o contrário de vortemo) na virada cultural aqui no centro de São Paulo e aconteceu o pior... eu fui embora antes das 6 da manhã! Sabiamente, diga0se de passagem, porque a muvuca, a quantidade de viado (a bicha, não o bicho) e de "mano" que havia na rua, não é brincadeira. O estágio ficou... melhoras garoto!

Domingo de dia foi bom, fui no show da Pitty logo que acordei, e a primeira cerveja que eu tomei neste dia foi a mais difícil de descer que eu já tomei em toda a minha existência. Mas tomei... e o show foi legal exceto pelo fato de que no meio do empura-empura o cara tem a coragem de olhar no seu olho e dizer: "Dá uma licencinha por favor!" Ô vontade de mandar pra tonga da mironga do caburetê (esta foi do show do Toquinho mais tarde!).

Então, coisa chata é sair do serviço, direto pro bar, depois direto pro estádio, descer no meio da torcida adversária, caminhar entre os torcedores tricolores (só pra rimar) e sair para urinar num beco que mais parecia uma boca de fumo, ser revistado atá a alma pelo alemão e ainda o juizão e o Cruzeirão aprontarem comigo... vamo jogar bola galera!

Poucas coisas me deixam puto da vida. Muito poucas mesmo, mas depois de não trabalhar na quinta para ir numa feira de tecnologia na zona norte (onde tudo acontece) é pegar o metrô e ainda dar de cara com um palhaço igual aquele... que palhaço "véi". Ainda tentei tirar uma foto daquele nariz vermelho, cara branca e chapéu engraçado, mas o que mais me chamou a atenção foram os sapatos... palhaçada, "meo"... Achei até que era um dos amigos do Du. Deu vontade de gritar: "O PALHAÇO!!", mas ia ser uma palhaçada!

Contar as aventuras desta semana é injustiça, porque eu posso correr o risco de esquecer alguma, mas fora os comentários da Iara comprovando que ela fala "bá", eu acho que não esqueci de nada.

terça-feira, 18 de maio de 2010

A volta do Boemio

Fiquei uns dias sem postar. Estou meio ocupado e o meu vizinho cortou minha internet. Então tenho que postar do serviço... e aí complica, porque serviço é para trabalhar, já que eu não sou funcionário público (essa é para você, Dedé!) que conta até dez assim: Áz, dois, três...

Aí vão alguns comentários sobre algumas músicas que os mais chegados já ouviram (que me desculpem os autores mas pensar um pouco antes de escrever deve fazer bem. Confesso que não sei exatamente, também):

1-"nos nossos olhos tudo que já vimos foi vertigem", do Aurélio (o Buarque de Holanda, não eu!), Vertigem: s.f. Sensação de falta de equilíbrio no espaço, que faz parecer ao indivíduo girarem todos os objetos à sua volta. &151; É como ter a cabeça oca, a sensação que precede o desmaio. A pessoa cambaleia ou cai ao chão. Sendo assim, está claro que ele quis dizer "miragem": Fenômeno óptico próprio dos países quentes. &151; Em algumas ocasiões, quando se dirige no verão, vê-se algo, à frente na estrada, parecendo uma poça distante de água. Que sim é a ilusão à qual se refere no resto da música. Além de soar muito melhor, faz sentido.

2- "voou pro infinito, parecendo borboletas no jardim". Como diria a Iara: Bá! Borboletas voando pro infinito? Fisicamente impossível e biologicamente inviável (vide o artigo dos bichos de luz na Mystical Letters). Buzz Lightyear, sim, voa ao infinito... e além.

3- "não sei dizer o que mudou, mas nada está igual". Esta é a pior! Vai estudar lógica, meu querido! Diz-se que nada está igual, e ainda não sabe o que mudou te digo: TUDO! Esta ta na cara, e eu poderia por na prova dos meus antigos alunos de eletrônica digital que até eles acertariam...

4-"borboletas sempre voltam". Negativo! Boomerangs sempre voltam, basta ver o desenho do Mikey, naqueles episódios em que o narrador ensina o Pateta a praticar alguns esportes. Lá explica direitinho como o Boomerang volta, e não tem nada a ver com o que uma borboleta faz.

Onde está a aventura nisto? Pra escrever tanta merda só na privada mesmo! E nem foi com o note no colo, como Ktá faz...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Chefe é chefe

Geeeeeeente... desculpa o atraso no post aí. A culpa foi do meu chefe... fiquei até as 23:00h no serviço ontem, e inclusive estou chamando meu chefe agora só de "boss"!! Por quê? Porquê o "boss" tá sempre nervoso, o "boss" tá sempre preocupado, o "boss" tá me fazendo trabalhar muito. Tô muito preocupado inclusive, pois tenho achado o "boss" tão triste. O "boss" tinha medo de o trabalho não andar, mas o "boss" tá feliz agora que tá tudo terminando.

Estava eu, na maravilhosa praia de Muriqui curtindo uma cervejinha e com o estagiário de motorista da rodada, quando de repente vejo um tumulto. Tumulto é normal, mas entre adolescentes? Entre meninas de 12 anos que gritam e saem na unha uma com a outra? Achei muito esquisito... o que pode acontecer de tão ruim na vida de uma menina de 12 anos pra ela sair no braço com outra, tão feia quanto ela? E aí o mais engraçado... um cara, de mais ou menos 16 anos falou alguma coisa que outro cara (marombado, né?!) entendeu que esse primeiro cara queria bater na menina que tava brigando. Complicado??? O Cara se emputeceu e tirou a camisa... pra quê??? Guerra de cecê!!!

Entramos numa festa, que era à fantasia... só tinham 3 pessoas fantasiadas e uma delas não era eu! Uma capetinha, uma tigresa e uma bruxa... eu detesto funk... mas a tigresa dançando era algo de extraordinário! Pior que era feia também... E a festa virou um baile funk!!! Foi ai que eu descobri a pior frase de todos os tempos pra se por numa música: "dou meu c* de cabeça pra baixo". Sim... tem isso numa música... num funk!!! Agora o mundo tá perdido.

Pra complementar, o estagiário vai começar um novo empreendimento. Vai produzir um filme pornô que vai chamar "Milfs in Rio" e a capa vai ter uma tatuagem que a gente viu numa bunda (chamado de popozão) lá em Ipanema: "100% carioca". Show! Estamos negociando meu cachê para atuar no filme!

ps.: Desculpa pelas baixarias desta semana, mas aventureiro que se preze, vê de tudo!




segunda-feira, 19 de abril de 2010

Calmaria

Pela primeira vez desde que eu me mudei pra São Paulo passei uma semana inteira sem aventuras... o que é bom para um pai de família, mas não para um adolescente tardio como eu. Aconteceram alguma coisas interessantes, como os primeiros preparativos para a comemoração dos 10 anos da Diagonal, eu ter visto a versão bizarra (do planeta Bizarro) da Yoko Ono, a minha primeira ponte aérea, a minha terceira posta em marcha e pegar minha carteira de motorista definitiva (não disse que eu era um adolescente tardio???)... mas nada que mereça destaque. Então... para não tomar o tempo de todos e como eu não quero que ninguém saia daqui sem uma risada, termino por aqui, mas ai vai a piadinha:

-"Você sabe o que fazer quando vê um argentino se afogando?"
-"Não!"
-"Ótimo"

É esperar, e rezar para que depois da calmaria venha a tempestade!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Pose, sofrimento e cura!

Vááárias aventuras esta semana me limitam na quantidade de palavras pra cada uma delas... Começamos com uma rapidinha do Vandeco, que do alto da sua seriedade gaúcha veio nos cobrar resultados do sistema que estamos implantando, dizendo: "Preciso de uma posição sobre o servidor para dar para o chefe!" Eu e minha imaginação fértil entramos em conflito e o que sobrou de resposta foi: "Pelo tamanho do servidor, e a julgar por onde ele está, a melhor posição pra você dar pro chefe, vovô, é de quatro.".

O outro caso é o lado trágico das chuvas no Rio de Janeiro. Todo o mundo viu o que aconteceu e presto aqui minha solidariedade. Massss... merdas acontecem e comigo também aconteceu. Em Itacuruçá, pouca desgraça é bobagem, e além de enfrentar uma chuva infinita, ainda acabou a luz na cidade toda. O restaurante do kakau (de sempre) estava aberto e iluminado à luz de velas. Pedi peixe.

"No escurinho do banheiro
não foi bem o que eu quis
ardia o meu c*** inteiro
mas o que foi q eu fiz?"

"Pensa bem se você quer
comer um peixinho
com uma pimenta da peste
vou te dar um toquinho"

"Uma pingadinha bastou,
mas se a mão você errou
peça pra acender as luzes, cruzes
q mer***
q mer***
q mer***!!!"

Moral da história... se você pensa que pode comer peixe com pimenta num restaurante só à luz de velas, você está errado!

Este fim de semana eu estava com uma saudade da minha época de estudante. Não estou mais... me curei. Viçosaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Quaseventura

Com um dia de atraso ai vamos nós. Acho que realizei o sonho de todo o engenheiro eletricista. Vi um raio de perto! Bom, não muito perto, claro. Caso contrário eu não estaria contando esta semi-aventura! Só foi o tempo de ver um clarão gigante e tentar me proteger. Uns franceses da mesa ao lado gritaram histéricamente alguma coisa que não pude identificar mas com certeza era algo beeeeem gay tipo: "Socoooorro!", "Meu Deus" ou "Minha nossa senhora da bicicletinha", já que macho que é macho não grita, no máximo fala com uma voz grave: "Puta que pariu!", "Se eu pego o filho da puta que mandou esse raio...", ou como diria o tio do estagiário: "São Pedro tá é de fogo!". O fato é que o raio deve ter queimado um carioca a uns 50 metros do restaurante do Kakau, onde eu estava jantando.

Como todo cientista que se preze, quis imediatamente fazer uma experiência sobre o que em física se chama "O Poder das Pontas" com aquela tempestade: "Segura aí, estágio, esta faca e levanta o braço o máximo que você conseguir". Para o meu azar e para a sorte do estagiário a experiência falhou. Aposto que se fosse eu que estivesse segurando a faca, São Pedro ia acertar.

Agora pensando, acho que o raio caiu naquela macumba que a gente chutou no outro dia!