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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O Causo do Lambisame


Ah Araxá e seus causos... tem o causo da Dona Beija, que tem gente que diz que é heroína, outros dizem que é puta paga mas tem cachaça, doce, fonte, etc, em sua homenagem (a trois), tem o causo da água podre que na verdade se chama água sulfurosa mas pelo cheiro que tem qualquer um pode dizer que é agua de privada, e cura desde viadagem até o fígado dos bebuns de plantão. E, é claro, o causo do lambisame, que não é de Araxá, mas foi aqui que eu aprendi, então passa a ser.

O causo em si eu num sei bem não, eu sei que agora, ficar chapado é ficar lambisame, e se pode chamar todo o mundo de seu Tião querendo se referir a qualquer coisa de qualquer jeito a qualquer momento, desde que com a devida entonação. Ah, e o jeito mais fácil de ficar lambisâme, ou “fabuloso” é descendo uns 3 josué ou um “combuloso” de vodka com energético.

Como eu poderia esquecer o causo da mudança de sexo. Tem um amigo nosso cuja alcunha não pode ser revelada, mas que depois de duas semanas de ausência  devido a uma cirurgia abaixo da linha do equador está sendo carinhosamente chamado de Larissa. O rapaz alegre, mente dizendo que foi apenas para retirar o freio, seja lá que parte da genitália masculina (ou da feminina) isso for. Será que aquele funk do "Tô sem freio" saiu daí?

André, pega no meu pé. Fabão, pega na minha mão. Pablito, porque foges de mim? Porque casou, não me convidou e foi passar a lua de mel em Paris, na França mesmo, sem aquele trocadilho de gente pobre. Que ele não me ouça, ou me leia, mas ainda bem que acabaram as aulas de Francês durante o trajeto hotel-usina. As únicas coisas boas destas aulas foram descobrir que os frangos de granja dessa equipe nunca ouviram falar em ménage a trois e contar até dez em francês enquanto fazia tríceps francês na academia (parece aquele filme com Leonardo DiCaprio), mas todo aprendizado é válido.

E hoje... 15 minutos uteis (minutos uteis são os que eu não estou trabalhando, dirigindo ou na academia) antes de fechar esta edição, aconteceu o causo da falta de gasolina. Este, por sinal, real. Estava eu e Larissa, aquele da mudança de sexo, indo trabalhar, quando acaba a gasolina do carro. O viado do indicador marcava algo como um ou dois litros ainda, mas não tinha nada. O carro mooooorreu (leia isto com a voz do Nerso). Desce eu e Lala pra empurrar o carro de volta, buscando o posto mais próximo. O coitado(a) recém operado fazendo força entre as descidas e subidas da estrada, quase mooooorreu. Liga pra fulano, acorda beltrano, quando um taxista passou por nós e parou. Então ele tá assim: “Faz isso, faz aquilo...” Pensei, o car****: “Cê é taxista?” e ele: “Sou” e eu: “Então me leva no posto!”. Entrei no taxi que desceu a avenida a 120 por hora. Enchi duas garrafas PET de gazoza e vortemo (contrário de fumo) pro carro. Enchemos o tanque e causo encerrado. Pode mandar pras prensas!!!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

É temço demais!!


Essa é uma pequena e singela paródia, tentando lembrar da época em que eu achava que fazia paródia junto com Thasaugusto, no porão da rua Louis Ensh, 252. Que me perdoe o Zé Ramalho, pelo que eu fiz com a musica Cidadão, que por sinal é muito boa, mas se ele foi pedreiro, eu sou engenheiro, e o trem é feio do mesmo jeito!

"(as)sim dá não"

Tá vendo aquela usina moço?

ajudei a "startar"
era muito fora de mão,
nós não íamos de avião,
Porque não tinha onde pousar
Hoje com a planta rodando
A cidade foi inchando
E eu penso, assim dá não...
quando eu tava alocado
aqui num tinha nem asfalto,
e não tinha onde jantar
aqui num tinha crescido,
não era nem parecido
com um lugar pra viver.
Hoje tem rua, tem prédio,
tem comida, tem remédio
e barzinho pra beber

Tá vendo aquela fábrica moço?
Num eh que eu já fiquei lá
Não descansei nem um momento,
trabalhei feito um jumento,
pondo a planta pra rodar
mas fiquei muito contente,
PLC, SCADA e rede
começaram a funcionar
e eu penso, assim dá não...
na hora da aceitação
o cliente vem chorar
que queria ter suporte
uma empresa desse porte
é cortesia receber
E daí que eu contestava,
no contrato não constava
Ele não quis nem saber.

Tá vendo aquela igreja moço?
onde atras tem uma armazém
Eu aproveitei o embalo,
fiz projeto detalhado,
e comissionei também
o cidade vale a pena,
o cliente era bacana
deu até pra faturar
fiz tudo quanto é teste
nem o mala do meu chefe,
iria me chatear
pois quando a gente não erra
nem a fase nem o terra
é mais fácil de implantar
mas projeto não acaba,
e a experiência fala
que tem que abandonar!!!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Acompanhante de luxo


É... desde adolescente eu tinha essa fantasia. A fantasia de ser acompanhante de luxo. Acompanhante sempre soou na minha cabeça como alguém tão legal, tão bom, que as pessoas pagavam para ter a “companhia” dele ou dela... depois dos doze anos que fui entender o que realmente significa acompanhante de luxo.
Descobri, lógico, pelas fotos dos jornais sem censura que circulam livremente pelas ruas sem que nenhuma beata sequer venha incomodá-los. Tudo bem, afinal as garotas nuas aparecem em horário nobre na TV e nas capas destes mesmos jornais.  Ah se fosse na minha época de moleque.
 Resolvi então, que queria ser acompanhante de luxo, pelas duas definições que relatei acima. Eu tinha tudo que eu precisava: carisma, beleza, na época ainda tinha cabelo, disponibilidade de horário e a ferramenta principal... juventude!
Quem diria que um dia eu realizaria dois sonhos: ser engenheiro e ser acompanhante. Ser engenheiro veio da maneira natural, depois de cinco anos bem gastos na universidade. Já o acompanhante, não veio como eu pensava, como eu queria e principalmente, não veio do jeito que eu conseguia entender.
Hoje eu sou engenheiro durante o dia e acompanhante à noite. Me divido entre os programas. Os de PLC quando está claro, e os programas da TV, depois das 22: remédios de 3 em 3 horas, idas ao banheiro ou trazidas de comadre, papos infindáveis com os enfermeiros de plantão e um confortável cochilo na cadeira verde que está em um lugar diferente a cada mês.
No meio dessas paredes brancas, em meio a essa gente branca, não me vem nada à cabeça além de um fruto. Um fruto que enquanto está no alto, na árvore, no bando, não se deixa abalar. Permanece firme e vai amadurecendo sempre. Quando o fruto cai do pé e se afasta dos seus, não tem a menor condição de sobreviver e vai definhando. Pois se sentar ao lado deste fruto, na cadeira verde e nômade que também é hotel, leito e escada para trocar os canais do televisor que fica no meio da parede, não é fácil. Ver um fruto que era sadio, vistoso, vermelho e de carne dura ir se transformando em uma única massa mole e putrefata lentamente com o passar dos dias dói. Talvez mais em mim que sou o acompanhante de luxo desse processo natural, do que dói de fato no fruto. É estranho pensar no fruto que se esvai sem ter certeza de em quê o fruto pensa, se é que ele pensa ou já desistiu de pensar e só sabe sofrer.
Ora bolas, o fruto sou eu! Bem, agora nem sei se sou eu sou o fruto ou o fruto do fruto, ainda jovem mas nem tanto, que observa tudo de cima da árvore, esperando sua vez de cair, esperando definhar, esperando secar, esperando por um milagre ou que o super-homem voe ao redor da terra no sentido contrário à sua rotação fazendo com que o tempo volte, e o fruto que se vê de longe volte e se dependure novamente na árvore, volte pra casa, volte pra vida até que chegue a hora de cair novamente. 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Cam"peões"

Os campeões mundiais de logística, ao contrário do que ktá pensa-se não são os engenheiros de produção. São os peões. Desses de obra, que nem eu que mexem com plc, neste caso "puxa e lança cabo".  A função custo é a hora descansada e o objetivo é maximiza-la. Passar um cabo, do ponto x ao ponto y com o menor esforço e o menor tempo. A precisão do lançamento é o que mesmo? Ah, nada importante. E como conseguem. Até parece que estou não baêa. Como saber onde começar, por quais caminhos, a maneira de fazer. Realmente incrível. E todo o mundo que achou que eu ia fazer uma piada está se perguntando: e aí? Lamento mas não vai rolar.
Os campeões da falta de lógica, todos já sabem, são Vítor e Léo pela música borboletas. Mas os vice-campeões são os cipistas daqui. A placa dizia. Estamos há 3 dias sem acidentes. Nosso recorde é de 4 dias (belo recorde). E logo abaixo a seguinte frase motivacional: Ajude-nos você também a mantermos este recorde! (puts). Donde se conclui que... Hoje ou amanhã, alguém está convidado a sofrer um acidente, certo? Porrraaaaaaaa, se isso é tá na pior...
As campeãs do recurso técnico emergencial (gambiarra) voltada para a boa arte da sedução feminina e que hoje é conhecida como piriguetagem, são duas grandes amigas minhas, mas para proteger a identidade delas, vou chamá-las aqui de irmã e dia-sim-dia-não. Muito magricelinhas quando eram novinhas iam pra aula com 2, 3 e até 4 calças, uma por baixo da outra, pra aumentar o tamanho da poupança. (mother of god, quem ia pensar nisso?) Hoje, porém, são duas das mais gostosas da pequena e pacata cidade de Miracema do Norte, e eu... Friendzoned.
A campeã mundial em bizarrice, tem duas medalhas de ouro. É a dia-sim-dia-não. Lembra do caderno do menino maluquinho? Fichinha. Ela tinha mania de arrancar o próprio cabelo, e segundo ela, é até bem comum, né Flash? Só que ela pegava o cabelo e colava no caderno. Não igual Bahia fazia com os pentelhos dele no caderno de Fernanta, mas COLAVA  tudo nos caderno. Na sua lista de material tinha todo ano-base lápis, borracha, apontador, o caderno e um prestobarba.
E sem dúvida nenhuma eu sou o campeão mundial em acontecer trem errado. Comunicação entre dois equipamentos é mala de fazer. Cheguei pra fazer uns testes. Nada. Procurando defeito, vi que o cabo de rede tava rompido. Procurando o cabo, vier que ele não estava rompido, ele passava em dois switches e não estava terminado. Terminei o cabo e vi que o último lance estava errado. Olhei os terminais e vi que o cabo estava emendado errado, arrumamos um cabo e passamos por fora. Era curto. Pusemos um switch pra juntar dois cabos. A tomada era longe. Arrumei uma extensão. O padrão da tomada era diferente. Quebrei o terra pra encaixar. O outro cabo estava partido. Arrumamos outro, deu certo, mas tínhamos que devolver porque estava sendo usado. Isso tudo as 10 da noite no sertão da Bahia num sala elétrica sem ar condicionado. haaaaaaaaaaja coração.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Oxxxxxi...

Tá bom... É hora de bloguear. Bahia é um estado de espírito, e isso eu percebi! Enquanto BH (o melhor lugar do mundo) ta debaixo d'agua, em Pilar (procure no mapa, meu rei, que não vai achar) se cuspir seca antes de chegar no chão. Acho que aqui é 3 x 1 em termos de mulher bunduda por homem, e 5 x 1 em termos de bode por homem. Não é atoa que os habitantes daqui são "cabra macho".
O que eu vim fazer aqui? O que faço todos os domingos pink... Trabalhar! Um calorão destes e eu aqui. Trabalhando. Só pra situar vocês, meu trajeto foi BH,-Salvador, Salvador-Petrolina, Petrolina-Luazeiro, Juazeiro-Petrolina... Todas duas eu acho uma coisa linda, eu gosto de Juazeiro e adoro Petrolina, Juazeiro-Pilar. Aí cabe um adendo: 130km de reta. Como eu queria estar de bravoso!!!
Ok... Se a palavra de ordem aqui, é bode, a de desordem é mosquito. O bicho reina!!! E graças a eles tenho a história "carro -chefe" deste post: o mosquito baiano.
Estava eu não minha salinha, fazendo programa (que nem as putas) quando um tal veio meu "aperriar". Uma, duas, três vezes... E a paciência indo embora (embora meu segundo nome seja paciência...o primeiro é sem, mas...). Alguém sabe como é difícil matar um mosquito? Todos os seus argumentos são inválidos. Meu pai até meu ensinou uma técnica que envolve um pano de prato... Não é necessário.
Disse ao dito: "venha ca meu rei..." E fui aproximando minha mão com o dedão segurando o indicador em forma de zero... Ou em forma de vaitomanocu pra quem ainda não entendeu. O bicho não se mexeu. Então, quando a distância estava correta, bifaaaa!!!! Na mosca ( tu, dum... tissssss)! Agora ele está em uma fazenda toda branca, com outros mosquitos baianos descansando em uma rede!!!

Volleyball

Como dizia meu professor de sistemas de controle: "falta conceeeeeeeito" enquanto balançava a mão pra frente e pra trás como um italiano que não era. O conceito de algo pode ser comparado com a velha historia da filosofia que diz que alguma coisa pra existir tem que estar no mundo das idéias. Preconceito, pela própria semântica da palavra, é um conceito anterior ao conhecimento e que na maioria das vezes é burro.
Porém, uma vez conhecido o objeto da discussão, não existe mais "pré-conceito", mas ainda falta o conceito de como aquele objeto realmente é. Sem mais delongas, mando a bala... Porque negros não gostam de ser chamados de pretos? Porque preto eh cor? Mas a minha cor eh preta mesmo (e minha irmã também). O que há de tão ruim em se chamar um preto de preto, uma puta de puta, um ladrão de ladrão ou uma bicha de bicha? Desses ai, acho que só termo ladrão não é considerado ofensivo, por que eles mesmos se chamam assim, e aparentemente só o preto não optou por ser preto. Sobram-nos as putas e as bichas.
O foda de uma puta... (essa foi de propósito) são os filhos. Eles também não optaram... Então, racismo envolve filhos da puta, como políticos... Não se deve chamar um filho da puta de político, é muita sacanagem com ele. E as bichas? “Ahhh o correto é homossexual!”. E o correto é não sacanear ninguém, afinal, na minha época era brincadeira, hoje é bullying. Coitados dos baianos que não podem bulinar em mais ninguém!

Adiós!!

Selva, a gente se acostuma muito pouco! E mesmo pouco acostumado ao que é a maior selva de pedras do Brasil, vou-me embora pra Pasárgada. São Paulo foi e é uma grande escola de vida, embora alguns não se formem com louvor. O que Drumond disse sobre Itabira se aplica a Sampa sem ressalvas: "Suas noites frias, sem mulheres e sem horizontes". Na verdade há mulheres, mas como figem que não existem! Ou figem que eu não existo o que para efeito dos finalmentes dá na mesma!

O fato é que, estatisticamente falando (aprendi no orkut que ninguem discute com você quando se diz isto), 99,997% dos chapeiros de lanchonete, garçons, atendentes e caixas de padaria em sampa são baianos (tenho duvidas se o Brasil ao norte da bahia existe mesmo, então para todos os efeitos são baianos)! Já ri muito com esses tipos engraçados e, adivinhem, flamenguistas.

Passei muito tempo achando que a cidade era o ó do borogodó, o que hoje me causa estranhesa já que borogodó tem quatro ós! Em São Paulo descobri que corinthianos são piores que atleticanos, polenta é qualquer coisa feita com angú (isso é estranho até para quem acha inadimissível sair pra comer mexido), que se você sai, é de balada ou de barzinho e que uma buzina furiosa vale mais que mil palavras. Aprendi que paulisa da capital diz porrrrrta como se fosse "ere" e que paulista do interior diz "poita" mas que porra é sempre "orrrrra"! Tudo que é muito, dizem puta. Puta fome, isso vai dar um puta trabalho, na Augusta tem puta puta. Puta falta de sacanagem isso, meo! Mano e mina não existem, isto é invensão de mineiro, mas mâno e miiiina sim!

Em dois anos de Sampa, perdi as melhores coisas de se viver aqui: numca peguei um trânsito de mais de duas horas, nunca sofri sequestro relampado e nunca paguei duzentao pra entrar numa "balada" que só tinha homem. Ia muito ao "Minas , tutu e prosa" ver jogo, no flamenguista da Vila Mariana, Pau Brasil e seu samba de raiz, Vinte e Cinco e Santa Efigenia, tudo coisa de turista.

O mais incrivel de tudo nesta cidade de 16 milhoes de habitantes, é como seu amigo da faculdade lá de Minas mora perto do seu emprego e te arruma uma vaga  na pensão, como a sua amiga de escola da infância é sua vizinha de porta, como seu amor da infância aparece do nada no metrô, e como o Pato Fu toca aqui e eu nunca acho ingresso