Ê idade. A seta do tempo. Assim como a entropia num sistema fechado a disgreta só aumenta. Mas eu acho que na minha cabeça, "Você tá velho", "Você envelheceu, hein!?", "É o peso da idade!" não soam tão mal como na cabeça das outras pessoas. Para começar, queria desfazer um paradigma. Não existe esse negócio de "estar velho". Uma vez velho, sempre velho. Então, a partir de um determinado momento você passa a ser velho e não a estar velho. Outra coisa, velhice não é relativo. Eu acho pessoas de 29 anos velhas. Novas são pessoas de 18. Ponto.
Ser velho é bom por vários motivos e como este blog que quase vos fala é dado a argumentações nem sempre triviais, seguimos. Ser velho é bom pois temos desculpas para tudo. Mais ou menos igual quando se é casado. Você pode rejeitar qualquer convite em nome do casamento e da mesma forma em nome da velhice. Nada é pra gente velha e tudo é de gente velha. Eu adotei a seguinte frase para qualquer pergunta que se faça e eu não queira responder: "Gente velha é assim mesmo!". Funciona perfeitamente.
Vez em quando me interpelam: "Cê tá velho, hein...". Apresso-me em responder: "Ora bolas, sou como um bom vinho!". "Ah sei, melhora com a idade?", "Não, tenho 12% de teor alcoólico"! Sabe o que é não estar nem aí pra velhice de uma tal maneira, que ainda fico de barba para parecer mais velho, ou com carinha de 35 e corpinho de 34...
Claro que a gente pensa na saúde, quando lembra da velhice. Até parece que gente velha não tem saúde. Veja bem: Eu tenho uma hérnia de disco que meu irmão de 24 anos (te ajudei, hein Thales, pois bem sabemos que além de você ter 26 ainda é meu irmão mais velho) já teve quando tinha 22. Tenho um joelho podre que me acompanha há 10 anos e um resfriado que peguei no domingo que ao invés de ficar novo na terça tive que tomar sopa de inhame e ficar de cama, além de tomar um remedinho, mas to sarando.
Careca já sou desde os 19, e isto é ponto a favor, pois nesta idade que estou, isto é bastante comum e ninguém mais parece notar. As piadinhas que eu contava nem fazem mais efeito, e ainda me dizem: "Que nada, você nem é tão careca assim!". Essa velhice que eu tenho ainda é bastante legal por um motivo interessante. Você novinho, 19, 20 e poucos anos, tente sair com uma mulher de 40... estranho né. Agora, depois dos 30, você está apto a pegar mulher dos 18 aos 58 sem maiores constrangimentos. E porquê não?
O ponto principal de quando você está velho é as pessoas te chamarem de senhor. O senhor poderia isto, o senhor gostaria daquilo... Olha, se o senhor poderia/gostaria eu não sei. Não sou desses que entende das vontades do senhor, mas eu poderia/gostaria. E como eu gosto de chamar os outros de jovem... não sei se é genético ou algo do gênero, mas garanto que chamando todos de "jovem", posso me manter velho para sempre!
quinta-feira, 25 de abril de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
Que horas são?
Como sabemos a hora de partir? De desistir? De libertar? Sempre chega a hora, mas como identificá-la? Não é fácil, mas é necessário. Não é como olhar um relógio e dizer "Dez prás sete!". Não é como um despertador que "bipa" quando está na hora de acordar, ou quando não está mas é fim de semana e você pode dormir até mais tarde. Não é como o sino da igreja do lado da minha casa que às seis da manhã em ponto badala no feriado.
A hora da partida, sem ser a de futebol, depende muito de quem e do quê vai partir. Baseado nessa premissa, podemos tentar fazer uma ordem de facilidade de esquecimento/compreensão da despedida/partida/desistência/libertação/datijuca. Em último lugar, os bens materiais. Quem se importa em perder um pé de chinelo, um pente, ou até mesmo aquele carro importado depois de uma capotagem espetacular da qual você sai ileso? Acho que só eu mesmo.
Em seguida, os bichinhos. Tadinhos. São parte da família na maioria das vezes mas mesmo os gatos, que têm várias vidas extras não costumam viver mais que as pessoas da família. A não ser que você o seu bichinho seja um cágado que fique perdido por trinta anos e reapareça (true story, bro). Então deste ponto de vista é mais fácil dizer adeus a um animalzinho de estimação do que a um ente.
Classificar parentes já é mais complicado. Tem sempre aquele primo que se dá melhor, uma tia mais querida, um afilhado ou sobrinho de terceiro grau que foi criado como filho. Então essa classificação vai ficar por conta de cada um da maneira que enxerga as coisas. No final das contas, quando é preciso, nos despedimos. Dizemos adeus ou até logo. Dizemos sofrido, aliviado, esperançoso na volta ou na chegada. Dizemos sentido ou por dizer. Dizemos adeus, dizemos tchau, dizemos até... Dizemos pensado e dizemos de repente.
A hora da partida, sem ser a de futebol, depende muito de quem e do quê vai partir. Baseado nessa premissa, podemos tentar fazer uma ordem de facilidade de esquecimento/compreensão da despedida/partida/desistência/libertação/datijuca. Em último lugar, os bens materiais. Quem se importa em perder um pé de chinelo, um pente, ou até mesmo aquele carro importado depois de uma capotagem espetacular da qual você sai ileso? Acho que só eu mesmo.
Em seguida, os bichinhos. Tadinhos. São parte da família na maioria das vezes mas mesmo os gatos, que têm várias vidas extras não costumam viver mais que as pessoas da família. A não ser que você o seu bichinho seja um cágado que fique perdido por trinta anos e reapareça (true story, bro). Então deste ponto de vista é mais fácil dizer adeus a um animalzinho de estimação do que a um ente.
Classificar parentes já é mais complicado. Tem sempre aquele primo que se dá melhor, uma tia mais querida, um afilhado ou sobrinho de terceiro grau que foi criado como filho. Então essa classificação vai ficar por conta de cada um da maneira que enxerga as coisas. No final das contas, quando é preciso, nos despedimos. Dizemos adeus ou até logo. Dizemos sofrido, aliviado, esperançoso na volta ou na chegada. Dizemos sentido ou por dizer. Dizemos adeus, dizemos tchau, dizemos até... Dizemos pensado e dizemos de repente.
"De Repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente."
Adeus!
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Que é um peido pra quem tá todo borrado?
Eh... eu nunca tinha postado duas vezes no mesmo dia, mas... as circunstâncias exigem. Este blog não é um blog jornalístico, não é um blog investigativo e várias, repito, váááááárias vezes este que vos fala (ou escreve) salienta em posts antigos e até pra quem venha perguntar sem vontade de torrar a paciência que estes textos não refletem a opinião do autor. Eu acredito em igualdade sexual, racial e eticeteraetal, menos timal, porque o atlético nunca vai ganhar nada mesmo ( e isto não é a minha opinião).
Mas, apesar de não respeitarem a minha opinião, mesmo não sendo esta opinião uma opinião, respeito a opínião (tá ficando chato isso) de quem me critica, afinal todos têm direito a uma opinião: os racistas, os nazistas e facistas, os escravistas, os sexistas e os funkeiros. Gente, crítica é diferente de ameaça e encheção de saco!
Eu conheci várias mulheres que mesmo de TPM eram doces feito o doce mais doce que o doce de batata doce. Uma delas era minha mãe. Obviamente, como de costume, deve ter lido o texto, criticado meu português que nunca foi perfeito como o dela e pensado assim: "ô meu filho, c num acha que tá meio machista não?" e eu diria " o TV, é só uma brincadeira. Eu sei que o pessoal que lê meu blog, não porque é meu parente ou gostaria de ser, tá lendo pela piada e ninguém, repito, ninguém (leiam isto com a voz do diabo dos melhores do mundo) vai levar pra maldade."
Eu sou um idiota mesmo.
Direito do consumidor
Eu sou a favor de uma lei em que todo homem casado ou
namorado teria o direito constituído de trair durante 5 dias a cada 28. Não
precisar ser traição ao pé da letra, mas pelo menos pensar em outras, conversar
com outras, flertar outras mulheres que não estejam marcadas com o símbolo do
demônio. Sim, porque TPM não é coisa de Deus, assim como o jiló.
É comprovado cientificamente que a mulher tem esses sintomas
antes de entrar no seu período, como depressão, ansiedade, vontade de comer
chocolate, holocausto, guerra nuclear e choradeira. Mas também é comprovado que
o homem, diferente da mulher, é poligâmico e isso é uma das razões para a
mulher carregar a cria, e não o homem. Desta forma a lei Chamex está embasada
em critérios científicos.
Há quem diga que o contrário de paixão é mãeteto. Não é... é
TPM. Isto pode parecer uma visão machista, e é. Se alguém discordar pode
escrever algo em seu próprio blog. Já isto é o que eu diria se eu estivesse de uma
TPM leve.
Se o autor de X-Men fosse uma mulher de TPM, as nossas
heroínas seriam: “Tempestade em um copo d’água”, “Vam-pira com qualquer coisa”,
“Garota Má-vel” também conhecida como “Jean-guei” do verbo “jean-gar” , “Jubi-screveunum-leu
pau cumeu” e “Lince Nega que eu quero ver”. Todas elas teriam o poder de fazer
qualquer homem num raio que o parta sofrer combustão espontânea.
Sabe qual é a diferença de um vulcão em erupção e uma mulher
na TPM? A mulher na TPM não tem medo do vulcão. O resto é igualzinho... cospem
coisas que estavam guardadas no seu interior há anos, expulsam um certo liquido
quente e vermelho, e fazem com que todos ao seu redor “corram pra salvar suas
viiiiiiiiiiiiiidas!”
Está não é uma obra de ficção. Qualquer semelhança não é
mera coincidência... e deixa eu terminar isso antes que eu acabe apanhando.
Espero que todas que não estejam de TPM entendam a brincadeira, já as que
estão, já dizia a voz daquele filme horroroso da fita e da menina do poço: “Seven
days”!
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Tattoo do bem
Sapassado (sábado passado em minerês) e passei por uma coisa nova na minha vida de 30 anos bem vividos. Depois de velho, tive uma crise de meia idade e resolvi fazer uma tatuagem. Pessoas normais trocam de carro, compram apartamentos mas eu... rá... tatuagem!!! Mas foi uma experiência muito boa em alguns pontos: nunca pensei que fosse tão caro e que a hora do tatuador fosse mais cara que a minha. Não dói! Esse negócio eh mito. Incomoda um pouco mas não chega a ser dor. Dá trabalho pra cacete ( queria falar caralho pra rimar mas caralho é um palavrão e ficar escrevendo caralho em um blog de respeito é foda.) Sangue, pus, pomada, filme plástico... tudo isso pra ter o símbolo da ordem Jedi no ombro. E quer saber? Ficou massa.
Um outro aprendizado bacana, foi que nessas duas horas e
meia em que eu fiquei deitado com aquela agulha fazendo bzzzzzz, o cachorro não
é o melhor amigo do homem, mas o tatuador. Devia haver um manual de o que não
dizer a seu tatuador, enquanto ele te tatua, veja bem:
Nunca, jamais, em hipótese nenhuma, chame seu tatuador de
viado, ele pode querer se vingar:
Me diz quem tem um pinto atrás agora?
Não seria bom dizer nem pensar que seu tatuador é um
idiota... tire isto da sua cabeça, ou ela pode ficar lá pra sempre:
E por mais que seu tatuador não saiba escrever nem em português
Nem em inglês
Não acho uma boa idéia nem de longe mandar enfiar a
ferramenta no *. Ela pode parar no * errado. No caso, no seu.
Ou pode ser ainda pior e você mesmo escolher o desenho errado e sair assim:
Pobre coitado. (Aqui cabe um adendo. Marquim do espeto me para na rua outro dia e me diz satisfeito: "Tá sumido hein?! Tá sumido igual ao futebol do "galão"!". Elri)
Seguindo esses conselhos, acho que não tem com o dar errado,
talvez se você escolher direito o desenho, pode ficar maneira assim:
Keep walking, Skywalker!
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
O Causo do Lambisame
Ah Araxá e seus causos... tem o causo da Dona Beija, que tem
gente que diz que é heroína, outros dizem que é puta paga mas tem cachaça,
doce, fonte, etc, em sua homenagem (a trois), tem o causo da água podre que na
verdade se chama água sulfurosa mas pelo cheiro que tem qualquer um pode dizer
que é agua de privada, e cura desde viadagem até o fígado dos bebuns de
plantão. E, é claro, o causo do lambisame, que não é de Araxá, mas foi aqui que
eu aprendi, então passa a ser.
O causo em si eu num sei bem não, eu sei que agora, ficar chapado
é ficar lambisame, e se pode chamar todo o mundo de seu Tião querendo se
referir a qualquer coisa de qualquer jeito a qualquer momento, desde que com a
devida entonação. Ah, e o jeito mais fácil de ficar lambisâme, ou “fabuloso” é
descendo uns 3 josué ou um “combuloso” de vodka com energético.
Como eu poderia esquecer o causo da mudança de sexo. Tem um
amigo nosso cuja alcunha não pode ser revelada, mas que depois de duas semanas de
ausência devido a uma cirurgia abaixo da
linha do equador está sendo carinhosamente chamado de Larissa. O rapaz alegre,
mente dizendo que foi apenas para retirar o freio, seja lá que parte da
genitália masculina (ou da feminina) isso for. Será que aquele funk do "Tô sem freio" saiu daí?
André, pega no meu pé. Fabão, pega na minha mão. Pablito, porque
foges de mim? Porque casou, não me convidou e foi passar a lua de mel em Paris,
na França mesmo, sem aquele trocadilho de gente pobre. Que ele não me ouça, ou
me leia, mas ainda bem que acabaram as aulas de Francês durante o trajeto
hotel-usina. As únicas coisas boas destas aulas foram descobrir que os frangos de granja
dessa equipe nunca ouviram falar em ménage a trois e contar até dez em francês
enquanto fazia tríceps francês na academia (parece aquele filme com Leonardo DiCaprio), mas todo aprendizado é válido.
E hoje... 15 minutos uteis (minutos uteis são os que eu não
estou trabalhando, dirigindo ou na academia) antes de fechar esta edição,
aconteceu o causo da falta de gasolina. Este, por sinal, real. Estava eu e
Larissa, aquele da mudança de sexo, indo trabalhar, quando acaba a gasolina do
carro. O viado do indicador marcava algo como um ou dois litros ainda, mas não
tinha nada. O carro mooooorreu (leia isto com a voz do Nerso). Desce eu e Lala
pra empurrar o carro de volta, buscando o posto mais próximo. O coitado(a)
recém operado fazendo força entre as descidas e subidas da estrada, quase
mooooorreu. Liga pra fulano, acorda beltrano, quando um taxista passou por nós
e parou. Então ele tá assim: “Faz isso, faz aquilo...” Pensei, o car****: “Cê é
taxista?” e ele: “Sou” e eu: “Então me leva no posto!”. Entrei no taxi que
desceu a avenida a 120 por hora. Enchi duas garrafas PET de gazoza e vortemo
(contrário de fumo) pro carro. Enchemos o tanque e causo encerrado. Pode mandar
pras prensas!!!
terça-feira, 28 de agosto de 2012
É temço demais!!
Essa é uma pequena e singela paródia, tentando lembrar da época em que eu achava que fazia paródia junto com Thasaugusto, no porão da rua Louis Ensh, 252. Que me perdoe o Zé Ramalho, pelo que eu fiz com a musica Cidadão, que por sinal é muito boa, mas se ele foi pedreiro, eu sou engenheiro, e o trem é feio do mesmo jeito!
"(as)sim dá não"
Tá vendo aquela usina moço?
ajudei a "startar"
era muito fora de mão,
nós não íamos de avião,
Porque não tinha onde pousar
Hoje com a planta rodando
A cidade foi inchando
E eu penso, assim dá não...
quando eu tava alocado
aqui num tinha nem asfalto,
e não tinha onde jantar
aqui num tinha crescido,
não era nem parecido
com um lugar pra viver.
Hoje tem rua, tem prédio,
tem comida, tem remédio
e barzinho pra beber
Tá vendo aquela fábrica moço?
Num eh que eu já fiquei lá
Não descansei nem um momento,
trabalhei feito um jumento,
pondo a planta pra rodar
mas fiquei muito contente,
PLC, SCADA e rede
começaram a funcionar
e eu penso, assim dá não...
na hora da aceitação
o cliente vem chorar
que queria ter suporte
uma empresa desse porte
é cortesia receber
E daí que eu contestava,
no contrato não constava
Ele não quis nem saber.
Tá vendo aquela igreja moço?
onde atras tem uma armazém
Eu aproveitei o embalo,
fiz projeto detalhado,
e comissionei também
o cidade vale a pena,
o cliente era bacana
deu até pra faturar
fiz tudo quanto é teste
nem o mala do meu chefe,
iria me chatear
pois quando a gente não erra
nem a fase nem o terra
é mais fácil de implantar
mas projeto não acaba,
e a experiência fala
que tem que abandonar!!!
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